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TJPR TV

TJPR TV

Hoje o Tribunal é filiado à TV Justiça, um canal nacional coordenado pelo Supremo. Um canal próprio dá autonomia editorial e permite contar o Paraná: as comarcas, os mutirões, os julgamentos que mudaram o Estado.

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O que o Tribunal tem hoje

A situação atual

O TJPR é filiado à TV Justiça, a emissora pública criada em 2002, coordenada pelo Supremo Tribunal Federal, que cobre todo o sistema de Justiça brasileiro e é distribuída por cabo, parabólica e canais abertos em Brasília e São Paulo.

Na prática, isso significa enviar conteúdo para uma grade nacional e retransmitir o sinal dela. É uma boa porta, mas a pauta e o tempo de tela são decididos fora do Paraná.

A programação da TV Justiça é do país inteiro: Jornal da Justiça, Repórter Justiça, Justiça em Questão. Um caso de Curitiba disputa espaço com um caso do Amazonas e com uma sessão do STF. O que sobra para o Tribunal é a chance eventual de aparecer, não a capacidade de pautar.

Um canal próprio não substitui essa filiação. Ela continua útil e deve continuar. O que ele acrescenta é autonomia: decidir o que é notícia no Judiciário paranaense, com que profundidade e para qual público, sem depender de espaço em grade alheia.

Filiação à TV Justiça
  • Alcance nacional consolidado
  • Custo baixo para o Tribunal
  • Pauta e tempo de tela decididos em Brasília
  • Recorte nacional, não paranaense
  • Sem controle de periodicidade
Canal próprio · TJPR TV
  • Autonomia editorial completa
  • Pauta paranaense: comarcas, mutirões, memória do Estado
  • Periodicidade definida pelo Tribunal
  • Acervo que fica com a instituição
  • Exige estrutura, grade e operação
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O que é o TJPR TV

Em uma frase

A estruturação de um canal de comunicação audiovisual do Tribunal: identidade editorial, grade por eixos, produção contínua e distribuição em múltiplas plataformas.

Parte do que já existe, que é o registro das sessões, e evolui para uma operação de programação que a equipe interna passa a operar com autonomia crescente.

Um canal institucional não compete por audiência com entretenimento. Ele compete por confiança: quem assiste a uma sessão comentada, a uma explicação de como um processo tramita ou à reconstituição de um julgamento histórico passa a ter outra relação com a instituição.

É também a resposta mais durável ao problema da desinformação. Um tribunal que só fala quando é atacado responde sempre depois. Um tribunal com canal próprio já está falando quando o ataque chega.

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Quem dirige o canal

Duas direções, porque um canal de tribunal exige as duas. Uma responde pela grade e pelo ofício de televisão. A outra responde pelo que a Corte diz quando fala de si mesma, e é aí que a formação em comunicação e justiça deixa de ser um detalhe de currículo e vira método.

Diretor de programação do canal · parceiro estratégico

Daniel Pereira

  • Ex-coordenador de programação da Band TV. Respondia pela grade de uma emissora aberta, decidindo o que ia ao ar e em que ordem para sustentar audiência ao longo de meses.
  • Diretor de programação do BAND Eleições 2014, o maior ciclo de cobertura eleitoral da emissora, com operação ao vivo em escala.
  • Diretor administrativo da AVEC, a associação que reúne os profissionais de audiovisual do Paraná.
  • Mais de 20 anos em narrativas visuais, cinema e direção de fotografia.

É a credencial que separa produzir vídeo de programar um canal. Estruturar uma grade exige decidir o que sustenta interesse ao longo do tempo, com que ritmo e em que ordem, e isso não se aprende fazendo peça avulsa.

No projeto, responde por: diagnóstico editorial, definição dos eixos, formato de cada programa, produção dos pilotos e curadoria editorial contínua depois da implantação.
Direção editorial e narrativa institucional

Guilherme Abagge

  • Mestre em Comunicação, Média e Justiça pela Universidade NOVA de Lisboa, com dissertação sobre cobertura mediática de processos institucionais. É a formação exata do problema que um canal de tribunal tem: o que a Justiça faz, dito de um jeito que o público entende, sem perder o rigor.
  • Vinte anos de comunicação institucional e política, com campanhas de âmbito estadual e nacional e experiência direta em ambiente de disputa pública.
  • Fundador da The Line e responsável pela coordenação editorial dos projetos da casa no setor público.

A ponte entre os dois universos, o da comunicação e o do direito, é o diferencial desta casa. Um canal de tribunal falha por dois lados: quando fala como processo, ninguém entende; quando fala como propaganda, perde a autoridade. Saber onde fica a linha entre as duas coisas é conhecimento formado, não intuição.

No projeto, responde por: linha editorial, tratamento da linguagem jurídica no ar, posicionamento institucional da Corte no canal e aprovação final de conteúdo sensível.

Na produção, ao lado deles: Aristeu Araújo na pós-produção e no roteiro das séries de maior fôlego, e Vinicius Lima na direção de fotografia.

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Exemplos de programa

O que segue são exemplos de formato, para dar ideia do que cabe em um canal de tribunal. A grade real sai do diagnóstico editorial, feito com a área de comunicação do Tribunal, e desenvolver grade é um serviço em si.

Eixo 01

Sessão

Registro e edição das sessões do Tribunal Pleno e do Órgão Especial, com contexto jornalístico que explica o que está em jogo.

Ao vivo + edição
Eixo 02

A Justiça na Prática

Como um processo tramita, do protocolo à sentença. Cada temporada acompanha um tema ou um caso já concluído.

Série
Eixo 03

Acesso à Justiça

Serviços ao cidadão: Ouvidoria, Juizado Especial, justiça gratuita, conciliação no CEJUSC, consulta processual.

Por pauta
Eixo 04

Memória da Justiça

Decisões que mudaram o Paraná: o contexto da época, os debates e os efeitos que produziram décadas depois.

Mensal
Eixo 05

Institucional

Posses, sessões solenes, eventos e agendas em Brasília, transmitidos ou editados.

Por evento
Eixo 06

Cortes e redes

Recortes verticais de tudo o que a Corte produz, em formato nativo de cada plataforma.

Contínuo
Desenvolvimento de grade é serviço

Definir a grade, isto é, quantos programas, com que periodicidade, em que horário, com que equipe e a que custo, é um trabalho em si, com metodologia e entrega própria. Vem antes da produção, e é o que impede que o canal vire um acúmulo de vídeos sem ritmo.

A identidade do canal sai da identidade do Tribunal

O manual de marca do TJPR define cinco cores institucionais: Pantone 303 C (#002A3A), 321 C (#008C95), 3258 C (#49C5B1), 116 C (#EEB134) e 2026 C (#EB553B). A tipografia oficial é a URW DIN. Para fundo escuro, o manual manda usar a versão branca da marca.

A simulação abaixo foi montada dentro dessas regras. Um canal do Tribunal precisa parecer do Tribunal: a marca no lugar certo, com a área de proteção respeitada, e a cor vindo da paleta que já existe.

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Veja o canal

Simulação de como o canal se apresentaria ao público, com a marca do Tribunal e a paleta institucional dele. A arte de cada programa é gráfica, gerada para esta demonstração, e a programação é ilustrativa.

Simulação navegável · protótipo · programação ilustrativa
tv.tjpr.jus.br
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Como funciona a estruturação

  1. Diagnóstico editorial

    Mapeamento do que o Tribunal já produz e do que já está gravado sem uso, e do que a filiação à TV Justiça já cobre, para o canal próprio não repetir o que já existe.

  2. Desenvolvimento da grade

    A peça central. Definição dos eixos, dos formatos, da periodicidade sustentável e do custo de cada programa, com a área de comunicação do Tribunal. Sai daqui a grade real, que não é a deste site.

  3. Identidade visual e sonora

    Vinhetas, templates de grafismo, trilha de abertura e sistema de titulação que dão unidade a toda a produção, inclusive à que a equipe interna faz sozinha.

  4. Piloto por eixo

    Um episódio de cada bloco escolhido, para validação interna antes de qualquer compromisso de periodicidade.

  5. Distribuição multiplataforma

    Setup técnico e estratégia para YouTube, redes sociais, portal do Tribunal e transmissão ao vivo. É o caminho que dispensa infraestrutura de emissora.

  6. Manual de operação e curadoria contínua

    Documento que permite à equipe interna operar a grade, mais acompanhamento mensal com Daniel Pereira para seleção de pautas e desenvolvimento de novos eixos.

Autonomia crescente

A estruturação inclui manual de operação e treinamento. O objetivo declarado é que a equipe interna assuma progressivamente a produção corrente, e a casa fique com a curadoria editorial e as produções de maior complexidade.

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O que mais existe desenhado para audiovisual

A estruturação do canal é a maior das frentes audiovisuais que a casa desenhou para um tribunal, e é a que organiza as demais. O caminho recomendado começa por um diagnóstico do que o Tribunal já produz, e por um piloto de um eixo, antes de assumir grade completa.

Aprofundar: as outras frentes desenhadas

Filme institucional. Documento audiovisual de referência da Corte, com arquivo histórico e depoimentos de presidentes e ex-presidentes. Indicado para início de gestão ou data comemorativa.

Identidade audiovisual. Vinhetas, templates de titulação, infográficos animados, trilha original e manual de uso, com todos os arquivos editáveis entregues ao Tribunal.

Justiça e Cidadania. Campanha de educação e enfrentamento à desinformação, em quatro frentes, articulada com o Programa de Combate à Desinformação do CNJ.

Conteúdo para redes sociais. Pacote mensal de reels, cortes de sessões, motion cards de serviço e cobertura de eventos entregue em até 24 horas.