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Produto · Dimensão 6
Escuta Brasil

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Capta relatos de dor, injustiça e falha de proteção na origem, protege quem relata e transforma o conjunto em padrões que instituições podem usar para decidir. É a sugestão mais exploratória desta apresentação.

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O que é

Em uma frase

Um sistema que recebe relatos de pessoas que não abrem processo e não usam canais formais, e devolve às instituições um mapa de onde o sofrimento se concentra, de que tipo é e que serviço público falhou.

Não é canal de reclamação, que parte de um ticket e termina em resposta individual. Não é plataforma de participação, que parte de propostas de quem já sabe formular proposta. Parte do relato de quem não faz nem uma coisa nem outra.

Um produto de alto risco de privacidade, e desenhado assim

Trata predominantemente dados pessoais sensíveis. Exige base legal robusta, anonimização por padrão, limiares de agregação que impeçam reidentificação e prevenção ativa à revitimização. Nada disso é acessório. está no desenho desde o documento de origem, com relatório de impacto obrigatório antes de qualquer operação.

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O problema que resolve

Boa parte do sofrimento social não chega de forma estruturada às instituições que poderiam agir. Quem não abre processo, quem não confia nos canais formais e quem acumula dores pequenas até virarem grandes injustiças permanece estatisticamente invisível.

Quando os dados existem, estão fragmentados entre ouvidorias, boletins e prontuários que não conversam. Decisões estruturais acabam tomadas sem retrato de quem sofre, onde e por quê.

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Veja funcionando

Um painel institucional simulado. Escolha um território e veja o que o sistema devolve a quem precisa decidir. Nenhum relato individual aparece: o painel só opera sobre agregados.

Simulação navegável · protótipo · dados fictícios
escutabrasil.org.br/painel
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Como entraria no Tribunal

O começo é um recorte territorial ou temático acordado com o órgão parceiro, com captura segura, classificação e painel. Só depois entram os alertas, os relatórios em linguagem institucional e a ligação com a rede de proteção.

O último passo é a devolutiva: publicar o que foi feito a partir dos relatos, e conectar o que se encontrou aos canais que já existem.

Antes de qualquer linha de código

Relatório de impacto à proteção de dados, definição de base legal, comitê gestor com participação da sociedade civil e teste de captura com usuários reais. Esta é a ordem correta, e ela não se inverte.